quarta-feira, 30 de agosto de 2017

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Diário do aparelho fixo: coloquei!

Comecei a usar aparelho aos 10 anos de idade. Era aquele aparelho móvel, que cobre o céu da boca e te faz falar como o Frajola, sabe? Usei por uns 4 anos, porque precisava dele para expandir minha arcada dentária que era bem fechadinha.

Quando o tratamento com o aparelho móvel terminou, eu precisei colocar o aparelho fixo para corrigir a mordida cruzada... e não coloquei.

Depois de 10 anos empurrando com a barriga, minha mordida cruzada ficou pior e bem mais "perceptível", já que meu queixo não fica alinhado e a assimetria facial só piorou. Sem contar outros problemas, que descobri depois de pesquisar na internet e conversar com minha dentista, tipo dor de ouvido, dor no maxilar, dor de cabeça, etc. Se eu soubesse que isso aconteceria, claro que teria colocado aparelho mais cedo.

Coloquei o aparelho fixo no dia 23/08. E preciso dizer, que coisa chatinha pra acostumar. 

Achei legal compartilhar isso no blog porque pesquisei muito antes de colocar o meu, e foi de grande ajuda ler o relato de outras pessoas que já usaram (ou usam ainda) aparelho. Espero ajudar alguém também. Então vamos por partes...

Escolhendo um ortodontista...
Foi uma longa saga. Me consultei com vários ortodontistas, mas nenhum me passou muita confiança. E convenhamos né? Dentista é aquele profissional que você realmente precisa confiar para entregar seu sorriso aos cuidados dele.
Eu já estava quase desistindo e das duas uma: ou faria o tratamento com qualquer um ou empurraria com a barriga mais um pouquinho. Foi então que vi um vídeo no Instagram com várias hashtags sobre ortodontia em SP... aí eu pensei "será que algum dentista em Recife faz isso também?" E foi assim que achei a Dra. Renata! Li vários comentários nas fotos e os pacientes estavam bem satisfeitos. Liguei e marquei uma consulta. Fiquei muito satisfeita, ela é atenciosa, simpática, passa confiança e demonstra gostar muito do que faz. Nem era pelo meu plano odontológico, mas eu gostei tanto dela que decidi começar o tratamento.

Antes do aparelho...
A primeira coisa que fiz depois da consulta com a Dra. Renata, foi uma revisão (com outra dentista) pra fazer a limpeza e ver se tinha alguma cárie. Revisão feita, hora de fazer a documentação odontológica. Fiz numa clínica indicada pela minha dentista e logo eles entregaram os exames para ela. Marcamos a data da instalação do aparelho e só decidi qual seria o meu depois de pesquisar bastante sobre vantagens e desvantagens. 

Meu aparelho autoligado...
Conheço várias pessoas que usaram o aparelho convencional, aquele das borrachinhas coloridas, e que reclamavam horrores da dor, dos machucados e da demora no tratamento. A Dra. Renata já tinha me falado que o aparelho autoligado tem várias vantagens (acumula menos sujeira, o tratamento é um pouco mais rápido, machuca menos, não usa borrachinha, etc), também pesquisei na internet e no YouTube para saber a opinião de quem usa e vi muitos comentários positivos. Decidi que seria o autoligado mesmo. Pra quem não conhece conseguir entender melhor: o bracket (a pecinha que fica em cada dente) tem uma "portinha" pra fechar e prender o fio. Pelo que li, o fio é ativado com o calor do corpo, então está "trabalhando" constantemente.


O primeiro dia com aparelho...
A Dra. Renata me deixou com um espelho pra ver cada parte da instalação. E a cada pecinha eu me sentia mais esquisita! Quando terminou, olhei no espelho e me achei com cara de criança! HAHAHA. E infelizmente (ou devo dizer felizmente?) a opinião foi geral. Eu passei o dia ouvindo que estava com cara de adolescente de novo, que parecia ter uns 15 anos. 
Por causa da minha mordida cruzada, a Dra. precisou colocar uma "massinha" que parece uma restauração que ficou alta e isso não me deixa encostar os dentes, ou seja... tá difícil comer! Não aprendi a mastigar com isso ainda, mas consegui almoçar sem grandes problemas. Sem contar que estou falando como o Frajola. De novo. Ela disse que com o tempo eu acostumo e fica mais tranquilo. Estou aguardando ansiosamente por esse dia, porque a dieta forçada tá ruim :(
Não consigo morder nada com os dentes da frente. A tarde tentei morder um sanduíche de pão de forma e doeu muito! Tive que cortar pedacinhos e mastigar (tentar né?) com os dentes de trás, mas a massinha atrapalha bastante e os dentes estavam mais sensíveis. E olha que ainda nem coloquei aparelho nos dentes inferiores...

O segundo dia...
A dor não é insuportável. Ela vai e volta do nada e às vezes fica mais chatinha. Fico sentindo uma pressão nos dentes o tempo todo, mas que não me incomoda. Só sinto dor mesmo quando preciso comer, escovar os dentes ou quando encosto neles. Por isso tô numa espécie de dieta líquida e vou ficar assim até a dor diminuir mais e eu puder mastigar direito. A impressão é que os dentes estão moles. Ah, pra escovar os dentes é bem estranho e dá trabalho, mas acho que vou acostumar. Fiquei sabendo que vou ficar com a "massinha" até minha mordida descruzar, o que leva mais ou menos 6 meses... AAAHHH, SOCORRO :(

A primeira semana...
A dor vai diminuindo a cada dia. Consigo mastigar (com cuidado), mas ainda não consigo falar normalmente. Os dentes da frente ainda não dão conta de morder, só se for algo bem macio. Fiquei morrendo de medo de encher a boca de machucados, mas, pra não dizer que não tive nada, senti os lábios ressecando facilmente, e no canto da boca, onde o lábio encosta no bracket, ficou um pouquinho "esfolado". O pior apareceu no sábado ou domingo, quando senti um furinho no lábio. Nada insuportável. Na verdade, foi bem mais tranquilo do que eu esperava. 

Por enquanto é só (tudo) isso. Vou atualizando conforme tiver novidades.
Beijos!


domingo, 14 de maio de 2017

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Séries que viciam: Once Upon a Time

Foto daqui

Assim como a maioria das séries que eu viciei, Once Upon a Time estava na minha lista há tempos e só comecei a assistir porque meu irmão e minha mãe falavam muito dela. Assisti o primeiro episódio e achei interessante. Mas depois do segundo… amei! Maratonei de tão viciante que é! Garantiu fácil o lugar no meu “top 10”. E já que falei disso, acho que eu não consigo escolher as dez melhores porque eu só assisto quando realmente gosto, mas ok.

Henry e Emma - Foto daqui

Tudo começa com um menino, Henry (Jared S. Gilmore), que sai em busca da mãe biológica, Emma (Jennifer Morrison), e tenta convencê-la de que ela é a salvadora, a única que pode quebrar a maldição que a Rainha Má (Lana Parrilla) colocou no Reino, que agora é uma cidadezinha chamada Storybrooke onde vários personagens de contos de fadas moram há 28 anos.

Branca de Neve e Encantado ♥ - Foto daqui

Além destes, temos a Branca de Neve (Ginnifer Goodwin), o Príncipe Encantado (Joshua Dallas), Rumpelstiltskin (Robert Carlyle), Bela (Emilie de Ravin), Capitão Gancho (Colin O'Donoghue)… e muitos outros! ♥

Rainha Má - Foto daqui

Sabe todos aqueles contos de fadas que você conhece desde criança? Esqueça-os. A série transforma as histórias, mas com os mesmos personagens, de um jeito que é impossível desgrudar dos episódios. Tudo muito bem feito. Sem contar que alguns passam belas mensagens.

Bela e Rumpelstiltskin - Foto daqui

Muita coisa acontece até o tão esperado final feliz.

Capitão Ganho - COISA LINDA! - Foto daqui

A série foi lançada em 2011 e hoje chega ao final da 6ª temporada. Na Netflix é possível assistir até a 5ª! A única coisa triste que já foi anunciada até pelos próprios atores, é que metade do elenco está fora da 7ª temporada: Jennifer Morrison (por escolha da atriz), Ginnifer Goodwin, Joshua Dallas, Jared S. Gilmore, Emilie de Ravin e Rebecca Mader. Já bateu saudades...
De acordo com o que foi divulgado em diversos sites, a nova temporada terá como base as histórias de Regina, Gold e Killian. Será que a série vai conseguir manter a audiência? Na minha opinião, a série deveria acabar agora, com todo o elenco principal presente. Algumas séries acabam sendo "empurradas com pouco conteúdo" e acabam perdendo a qualidade. Tomara que isso não aconteça com Once Upon a Time!

Mesmo com essa notícia triste, ainda recomendo muito a série. Vale a pena assistir.
Vou deixar o trailer, para não perder o costume.


E sim, VICIA!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

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#Série: 13 Reasons Why (e alguns motivos para ter cuidado quando assistir)


Essa semana terminei de assistir 13 Reasons Why e posso dizer que quase fiquei pra baixo. Vou explicar o motivo...
Para quem ainda não ouviu falar (o que acho difícil), 13 Reasons Why é a nova série da Netflix, com 13 episódios e conta a história de Hannah Baker, uma adolescente que entra em depressão e decide se suicidar após passar por diversas situações difíceis. Antes disso, ela grava 13 fitas com os "porquês" que a fizeram tomar essa decisão. Cada pessoa envolvida recebe as fitas e deve ouvir na sequência, e depois passar para a próxima pessoa que foi um dos "porquês" para que ela também saiba como colaborou com essa atitude. Todos os envolvidos saberão os segredos, as dores, os medos, e precisam descobrir como lidar com isso. Pesado, né?


Quem começa a série com as fitas é Clay Jensen. Ele não imaginava que seu nome está nas fitas e, quando descobre, não consegue entender o que fez para Hannah para ter se tornado um dos motivos. Os problemas de Hannah são tão difíceis de absorver, por saber tudo que a fez tomar essa decisão, que ele não consegue ouvir todas as fitas de uma vez como os outros fizeram e demora bastante para chegar na fita que fala sobre ele. Mas as atitudes que ele tomou depois influenciaram bastante a realidade dos outros garotos.


Vários temas são abordados: bullying, estupro, drogas, álcool, depressão... coisas que diversos jovens pelo mundo passam e que às vezes não sabem lidar com isso.

Algumas cenas são bem fortes e tem aviso de gatilho no início do episódio. Com razão. E é por esse motivo que achei importante escrever esse post. Se você já teve depressão, ideias suicidas ou passou por situações parecidas com os temas que citei ali em cima, assista a série com cuidado (ou nem assista) pois ela pode mexer bastante com você.


Logo no início, você já sabe que é sobre a morte de uma garota. Ou seja, não tem final feliz.
Outra coisa que a série te faz pensar é se tem alguma "Hannah" perto de você. E como um amigo disse, bate aquele medo de ser o porquê de alguém.

Todos os personagens da série enfrentam algum tipo de problema e talvez você se identifique com algum ou conheça alguém que passa (ou passou) por isso.


O final da série não dá um desfecho para a história de todos, o que nos faz pensar que a 2ª temporada tem grandes chances de ser filmada. Em geral, é uma série boa, muito bem feita e com jovens atores muito talentosos. Mas ainda acho que precisa ter cuidado ao assistir.


E a série tem sim um lado positivo: mostrar que às vezes as pessoas sofrem em silêncio e precisamos atender quando ouvimos um pedido de ajuda, mesmo que ele não seja direto. Quem sofre como a Hannah, carrega um peso muito grande sozinho. Depressão não é frescura, não é drama, não é pra fazer cena. Depressão é um problema que precisa SIM ser tratado. E uma coisa muito importante que todo mundo precisa saber: procurar ajuda não é vergonha e não significa fraqueza.

Já que falamos sobre suicídio, quero deixar uma informação importante. O CVV - Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias. Se precisar conversar, mas não se sente a vontade de falar com um amigo ou familiar, ligue para o número 141 e fale com um voluntário.

domingo, 5 de março de 2017

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Filme: Logan

Foto daqui

Ontem fui ao cinema assistir "Logan" e preciso dizer que fiquei um pouquinho frustrada. Mas calma, eu explico o motivo.

Começando pela parte boa...
Eu fiquei chocada com a intensidade do filme, que se passa em 2029. As cenas de ação e as lutas são muito bem feitas. Nunca vi tanto sangue e violência em um filme do Wolverine (ou dos X-Men), mesmo que seja uma característica do personagem (se você não sabe, ele não foge nunca de uma briga).

Foto daqui

A atuação de Hugh Jackman é perfeita! Nunca imaginei ver um Logan daquele jeito, cansado e doente, totalmente diferente do que vimos nos outros filmes. O mesmo vale sobre a atuação de Patrick Stewart, foi incrível! Ver o Professor Xavier com noventa anos e tão diferente do último filme mexeu comigo. Realmente os dois precisavam participar desse último filme. Dois atores excelentes, que merecem muitos elogios e que fizeram um trabalho incomparável. Ninguém interpretaria Logan e Xavier melhor do que eles. Sou fã!

Foto daqui

A participação de Dafne Keen, no papel de Laura, também merece elogios. Como imaginar uma menina de 11 anos interpretando tão bem uma personagem tão forte? Ela arrasou! E tá só no início da carreira como atriz. Preciso dizer que a carinha de brava que ela fazia era uma coisa fofa!

Sobre a parte que me deixou frustada, vai ter SPOILER. Então se quiser ler, selecione a parte em branco, mas saiba que só recomendo para quem já assistiu...

Gif daqui

O filme estava sendo muito bom, com toda a ação e a chegada da Laura, a nova mutante, até que mais ou menos no meio do filme, o clone do Logan, uma das experiência do Dr. Zander Rice, aparece na casa da família que os recebeu uma noite, entra no quarto em que o Professor Xavier estava (enquanto ele lembrava do incidente em Westchester, onde os outros X-Men morreram porque ele perdeu o controle do próprio poder) e mata ele. EU FIQUEI ARRASADA! Já tinha sofrido quando ele morreu "a primeira vez" em X-Men - o Confronto Final, e pirei quando ele voltou (de uma forma que até hoje não entendo bem, mesmo assim achei foda) nas cenas pós-créditos. Mas perder todos os X-Men assim? Isso já estragou um pouco o filme, NA MINHA OPINIÃO e considerando que não li os quadrinhos onde realmente eles morrem - porém de outra forma, pelo que pesquisei - o que continua sendo triste). Precisamos seguir em frente, né? Foi nisso que tentei pensar. Aí no final - spoiler ainda mais pesado - Logan morre lutando com o clone maldito que matou o professor. Laura tenta salvar seu pai, mas já é tarde demais. A cena é de partir o coração. Além disso, nem dá pra saber se as crianças mutantes conseguiram atravessar a fronteira. Acho que ao longo dos anos, Logan passou por muita coisa e perdeu muitas pessoas que amava, por isso eu esperava um final melhor para ele e para todos os outros mutantes que morreram. 
E é por isso que não gostei tanto do filme. Dou nota 7, porque apesar dos acontecimentos, a atuação do trio é incrível. Eles sim merecem nota 10.



Foto daqui

Sempre fui fã dos filmes dos X-Men (e do desenho que passava de manhã no SBT), mas ainda não tive a oportunidade de ler os quadrinhos. Vi comentários de fãs que acham que o filme seguiu a essência das HQs e consideram Logan o melhor filme de todos. É uma questão de opinião. Talvez, se eu tivesse lido as HQs, teria achado o filme nota 10 também.

Para quem ainda não viu o trailer:


Logan está em cartaz desde o dia 03 de março e não é recomendado para menores de 16 anos.

sexta-feira, 3 de março de 2017

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Filme: Como Eu Era Antes de Você (Me Before You)

Foto daqui

Um post bem atrasadinho, né? Eu sei. Ficou nos rascunhos e fiquei ausente do blog por um bom tempo de novo... desculpa! Mas eu só queria dizer que o filme é MARAVILHOSO!

Quase desidratei de tanto chorar e precisei de terapia, mas quero muito ver de novo. Desde "Marley & Eu" eu não chorava tanto por causa de um filme! Juro!

Agora me responde uma coisa: como não se apaixonar por essa história?
C-O-M-O?

Todos sabem que é um drama, que você vai chorar e tal, mas a lição que a história passa é perfeita. Temos que VIVER INTENSAMENTE (#LiveBoldly), da melhor maneira possível.


Achei bem fiel ao livro (tem post sobre ele, clica aqui se quiser ler), mas como todo filme baseado em livro, é óbvio que faltam algumas coisas. E sentimos isso principalmente quando nossa parte favorita é cortada. Não foi meu caso, realmente amei.

O que dizer das atuações de Sam Claflin e Emilia Clarke? Eu já amava esses dois, então entendo se acharem que sou suspeita. 
Para quem assiste Game Of Thrones, é difícil imaginar que a Mãe dos Dragões, a não queimada, a Khaleesi, (entendedores entenderão) possa interpretar alguém tão doce, leve e desastrada como Louisa Clark. E ela fez isso da melhor maneira possível.
Melhor ainda foi Sam Claflin que deu vida a Will Traynor. Não deve ser fácil interpretar um tetraplégico. Sam soube se entregar ao papel e se "sentir a dor" do personagem que toma aquela decisão. Nos momentos mais leves, ele soube mostrar o lado romântico e aventureiro de Will (e fez muita gente se apaixonar por ele). Vi uma entrevista de Sam há um tempo e ele comentou como foi difícil entender a decisão de Will, mesmo "dando vida" ao personagem, mas no final entendeu os motivos.

Ah, outra coisa que amei no filme: o lugar! A cidadezinha é a coisa mais fofa!

Se você ainda não assistiu, pega um lencinho e corre pra ver! O filme é lindo mesmo. Só amor por Will e Lou. ♥